Perfil: Ricardo Reys

11:15:00 AM

Nascido na safra de 1985, em 29 de Abril, no Rio de Janeiro. Desde criança, Ricardo Reys sempre foi meio fechado, não por timidez, mas por se focar bastante no mundo imaginativo. Criava e idealizava situações, e sempre era um dos “cabeças” nas invenções e brincadeiras com os amigos. Com o passar dos anos, essas ideias foram se elaborando mais e mais... Imaginava histórias, cenários, jogos... E logo, por volta de uns onze anos, começou a criar jogos de RPGs, puramente pelo desejo de ver pessoas desfrutando e se divertindo com personagens e roteiros de sua autoria. Todos jogos amadores, mas a elaboração e o detalhismo de seu estilo renderam diversas boas histórias.


Curiosamente Ricardo nunca gostou de escrever, mas sim de criar.
Mas para criar, é necessário saber e querer escrever. Por isso, acabei desenvolvendo esse lado escritor, meio que sem querer, meio que na marra, sendo através dos RPGs e demais projetos, das redações da escola, ou simplesmente pela necessidade de dar uma enrolada nas respostas de questões das provas.
O que lhe garantia, ao menos, alguns pontos.
Acho que todo escritor, roteirista, enfim, qualquer profissional que viva da criação, tem uma parcela de insatisfação com o mundo em que vive - mesmo que pouca. Daí ele se sente motivado a inventar um mundo próprio em que prevaleça seus ideais e símbolos. Comigo não foi diferente. Por diversas razões me sentia dessa forma, seja com anseios que atormentam qualquer adolescente naquela época, ou pela dificuldade de achar um foco profissional na vida.

Ricardo então resolveu que tentaria viver disso - de livros - afinal, imaginação não lhe faltava. Paralelamente, tentou a carreira de jornalismo, a qual largou no terceiro período. E conforme os livros seguiam em frente, migrava para uma nova formação em publicidade. Formou-se em publicidade, mas hoje faz administração de empresas - sem antes não considerar Paleontologia, seu antigo sonho de infância, e cursar uma pós-graduação em Gestão Cultural.

Reys, assim como outros grandes escritores, possui um guia. Um mestre a quem se espelhar e com quem pode contar. Ricardo Labuto Gondim (autor de “B” e “Deus no Labirinto”, da editora Baluarte). Que conheceu durante o curso de publicidade, e logo num dos inúmeros momentos de indefinição literária em que enfrentava. Ele foi vital para que Ricardo seguisse em frente, o orientando tanto como escritor, como amigo.
Sempre gostei muito de filmes. Enquanto nomes como Machado de Assis, Monteiro Lobato, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade inspiravam - e inspiram - vários autores brasileiros, confesso que sempre me preocupei também com Christopher e Jonathan Nolan, Ian Fleming e Peter Benchley. Não por desdenhar dos anteriores, mas por me identificar mais com o tipo de história que contam, e querer passar essa mesma sensação para o leitor/meu espectador.
E isso se reflete em seu estilo. O tempo presente na narrativa, o esforço para situar o leitor como verdadeiramente um espectador da cena, o trabalho para tentar aliar facilidade, fluidez e satisfação... Tudo por quem lê. E é a satisfação dele que o autor almeja alcançar - e superar - ao final das páginas, segundo o próprio autor:
Essa é minha motivação para escrever.
Ricardo Reys possui o conto "Besta" publicado pela editora Baluarte e o Romance "O Anjo", publicado pela editora Verve.

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