Crítica - Eu sou a Lenda

4:13:00 PM

Ano: 1954
Autor: Richard Matheson
Editora: Novo Século

Obras que tratam do fim do mundo como nós o conhecemos são muitas. Filmes, livros, contos, séries de televisão e em tantos outros meios. Mas a obra de Richard Matheson, escrita em 1953 esteve à frente de seu tempo justamente por tratar deste assunto bem antes da grande midia voltar seus holofotes para ela. A obra foi influente no desenvolvimento do gênero zumbi e na popularização do conceito de um apocalipse em todo o mundo devido à uma doença, fato que transformou “Eu sou a Lenda” em referencia do gênero por todo o mundo.
“Eu sou a Lenda” conta a história de um homem, Robert Neville, único sobrevivente não-infectado por uma bactéria mortífera que devastou o planeta, transformando toda a população em criaturas mortais, com sede de sangue e alérgicas à luz do sol. Cada outro homem, mulher e criança na Terra se tornou um vampiro, e todos estão famintos pelo sangue de Neville. De dia, ele é o caçador, caçando os não mortos adormecidos através das ruínas abandonadas da civilização. À noite, se entrincheira em sua casa e reza pela madrugada.
O livro narra a vida de Neville depois do apocalipse, onde ele se tornou o único homem não infectado sobre a face da Terra. Matheson, no entanto, não se limita a narrar as aventuras de Neville, mas sim dá peso dramático à sua nova vida descrevendo a solidão vivida pelo protagonista, seus sentimentos de perda, sua incapacidade de viver uma vida comum num mundo devastado pela praga e até mesmo a tristeza de ver seus amigos, que antes estavam ao seu lado, o caçando-o como uma presa num selva de estruturas obsoletas.



Nascido em Allendale, New Jersey de pais imigrantes noruegueses, Matheson cresceu no Brooklyn e graduou-se na Brooklyn Technical School em 1943. Alistou-se e passou a Segunda Guerra Mundial como soldado de infantaria. Em 1949 obteve seu bacharelado em jornalismo na University of Missouri-Columbia e mudou-se para a California em 1951. Casou-se em 1952 e tem quatro filhos, três dos quais (Chris, Richard Christian, e Ali) são autores de ficção científica e roteiristas.

Em Eu Sou a Lenda, Matheson escancara as portas do suspense e da agonia, levando o leitor a viver momentos de pura tensão e curiosidade.”

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